quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Partir sem rumo!

"Demorou-se mais um tempo, no seu caminho para casa, conduzindo mais devagarinho, optando pelo caminho mais longo. Apetececia-lhe conduzir, ouvir música, sem pensar em mais nada a não ser no doce prazer de poder estar sozinha. Imaginava que podia partir para qualquer lugar, no seu velho carrinho de cidade. Partir; assim, sem mais nem menos. Ir até à praia ver o mar, ir até à sua cidade natal ver a sua família, ir até ao algarve passar férias, ir para outro país, ir até á lua! Apetecia-lhe sair dali! Ter outra vida, ser outra pessoa... Sentia-se insatisfeita. E o que a transtornava era que não havia motivos aparentes para isso...
Desligou o rádio. Acelerou. E por fim chegou a casa. "

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"Regurgitate"

" She fell into a deep and disturbing sleep... It had been so long since she could sleep properly. Nowadays, she was always in this state of numbness, not really asleep and not realy awake. Somewhere in between... Always having these horrific dreams about falling into an abyss and finding Pandora's box, somewhere lost in the foggy mist of her soul... She always dreamed that the box would open, and this pair of electrifying blueish eyes would come toward her like a hawk descending on a poor defenseless rabit while an undoubtedly crimson mouth was regurgitating words of enchantment, and enlightment, and massive fear...
God!!! She was loosing her mind!
She awoke, again at the dawn of day, opened the window and regurgitated all of her insecurities!
She was not going to become Pandora! The box was open. And everything inside it was not so scary. She didn't set loose all the plagues in the world!
She´s just trying to find  a way out."

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Loucura do Momento!

"Há uma força que a arrasta. Que a arrasta para fora deste mundo, deste tempo, deste vício.
Ela queria poder andar. Poder andar, um dia, pelas suas próprias pernas e não pela obrigação. Desprender-se de toda a corrente, de toda a gente, e atingir um sítio onde a corrente não passa.
Há uma força que a arrasta. Que a prende à vida como a um rochedo, que lhe atira o tempo como um torpedo e não lhe deixa outra saída.
Agora, entre o pestanejar sonolento e o suspiro do momento, ela sonha.
Absorvem-se princípio e fim. E tudo é loucura! E, no fundo, nada se passa!"

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Use Somebody!



Bem merecidinhos os 3 grammy, hein?
Grande malha!!!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Uma Rapariga Simples!

"Ela sabia que era uma rapariga simples, isso era o que ela mais gostava nela própria. Da sua simplicidade, da sua individualidade e da sua alegria.
Mais uma vez calçou as suas sapatilhas All Star azuis já meio russas e sujas, tal como ela gostava, e saiu de casa enfrentando sem medos mais um dia do seu quotidiano.
A rádio a tocar antigas e famosas músicas dos anos 80, o cigarro na mão, o lenço ao pescoço, e um sorriso singular e misterioso na cara. Quase como se soubesse um segredo muito valioso que por malandrice não queria partilhar com ninguém.
A felicidade está sempre onde menos se espera, pensava ela. E podia perfeitamente estar nas aventuras com as suas amigas, no sorriso da sua família...
Era por isso que ela era uma rapariga simples!"

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A Porta Secreta



"Receosa; com cautela; a menina continuou o seu caminho por entre as árvores húmidas da floresta escurecida. Tinha medo; mas o sentimento impelia-a para a frente, como se fosse inevitável, incontrolável.
Olhou para trás sentido os passos de algo ou de alguém. Num frenesim de adrenalina, irrompeu numa corrida sem rumo certo, sem sentido, saindo do trilho que conhecia tão bem. Escondeu-se por entre as raízes de uma gigantesca Sequóia, e tentou controlar o seu coração. O seu perseguidor apareceu no horizonte, o seu rosto era belo como o de um príncipe num conto de fadas, mas ela conhecia bem demais a prisão em que ele a enclausurava. Começou à procura. À procura de algo, não sabia do quê, uma arma, um tronco, um ramo para se defender! E foi nesse instante que ela a viu. A porta secreta! Uma porta escondida por entre as raízes da enorme árvore. Por entre as ramagens rasteiras como se fosse irreal, uma porta! Pé ante pé, como uma graciosa bailarina, foi encurtando a distância entre as duas. Era uma porta pequena, feita de madeira, com entalhes extraordinários onde se viam borboletas, unicórnios e estrelas. Nunca tinha visto nada assim! Era maravilhosa!
O seu coração voltou a bater como um tambor, e a porta parecia bater também, ao mesmo ritmo, no mesmo compasso. Colocou a sua mão trémula na maçaneta de ferro. Olhou para trás e viu ao longe o seu captor procurando-a ainda, desesperado e enraivecido. Verteu uma lágrima e, sem medo, entrou num mundo que não conhecia, que nunca tinha visto em toda a sua vida! Era tão maravilhoso e belo, que os seus lábios não conseguiam parar de tremer de emoção.
Aquele mundo era seu! Aquelas criaturas eram os seus pensamentos, e a porta secreta era, na verdade, a porta para a sua alma. Ali estavam os desejos mais puros, a felicidade suprema, os segredos mais escondidos, as falhas e os pecados mais ignóbeis... Fechados por detrás de uma porta secreta a que só ela tinha acesso. O seu refúgio estava dentro de si mesma!"

sábado, 6 de fevereiro de 2010




Resistance

Muse

"Is our secret safe tonight?
And are we out of sight?
Or will our world come tumbling down?
Will they find our hiding place?
Is this our last embrace?
Or will the walls start caving in?

It could be wrong, could be wrong,
But it should've been right,
It could be wrong, could be wrong,
To let our hearts ignite,
It could be wrong, could be wrong,
Are we digging a hole?
It could be wrong, could be wrong,
This is out of control,
It could be wrong, could be wrong,
It could never last,
It could be wrong, could be wrong,
Must erase it fast,
It could be wrong, could be wrong,
But it could've been right,
It could be wrong, could be wrong.

Love is our resistance,
They'll keep us apart and they won't stop breaking us down.
Hold me,
Our lips must always be sealed.

If we live our life in fear,
I'll wait a thousand years,
Just to see you smile again.
Calm your prayers for love and peace,
You'll wake the Thought Police,
We can hide the truth inside.

It could be wrong, could be wrong,
But it should've been right,
It could be wrong, could be wrong,
To let our hearts ignite,
It could be wrong, could be wrong,
Are we digging a hole?
It could be wrong, could be wrong,
This is out of control,
It could be wrong, could be wrong,
It could never last,
It could be wrong, could be wrong,
Must erase it fast,
It could be wrong, could be wrong,
But it could've been right,
It could be wrong, could be wrong.

Love is our resistance,
They'll keep us apart and they won't stop breaking us down.
Hold me,
Our lips must always be sealed.

The night has reached its end,
We can't pretend,
We must run,
We must run,
It's time to run.

Take us away from here,
Protect us from the harm
Resistance!"

Meu Deus!!! E eu estive lá!!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O que as pessoas estranhas fazem.

"As pessoas estranhas fazem tudo aquilo que as supostamente normais fazem, vivem da mesma forma e morrem das mesmas formas, sejam elas quais forem. Comem, bebem, dormem, têm empregos, famílias e vivem em casas não muito estranhas, de onde saem todas as manhãs nos seus carros comuns. Mas... Então porque é que são estranhas? O que é que as torna estranhas? Porque é que se diz ás vezes à boca cheia que fulano ou fulana de tal é um bocado estranha?
Enerva-me esta mania de rotular as pessoas só porque têm comportamentos ou visões diferentes das ditas pessoas normais! Mas quem é que me explica onde é que nesta vida, neste mundo, neste universo, ficou decidido o que era normal e o que era estranho??! Quem é que o fez? Hein?
Que vontade que eu tenho de gritar a falta de humanidade nos humanos!!!"

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O "eus" em "mim"

"Há qualquer coisa de estranho hoje que paira na atmosfera do meu universo... Que me faz pensar no verdadeiro significado das coisas. Que me faz pensar na necessidade da minha existência, na existência dos outros... Há algum tempo atrás, e falo num passado recente, tudo me afectava. Até as alterações atmosféricas... Hoje, nada me incomodou. Hoje senti-me dormente. Como se a existência humana fosse insignificante, nada. A vida acontece à minha volta como um filme produzido, realizado e protagonizado por outra pessoa. Será que existem mesmo tantos "eus" dentro de mim?"

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Doce loucura!

"Sentou-se na sua chaise-longue, de cigarro na mão e o comando na outra... Estava aborrecida. Olhou através da janela o sol a querer espreitar timidamente por entre as nuvens. Sorriu. Não sabia bem porquê estava a sorrir, mas, de facto, a sua boca tinha esboçado um sorriso meio louco e sincero. Apagou o seu cigarro colocou a sua música favorita no dvd a tocar bem alto e em cima da chaise-longue deu o concerto da sua vida para as almas invísiveis que a atormentavam. Esgotada; voltou a sentar-se. Encostou a cabeça na almofada e voltou a sorrir, deixando-se cair num sono profundo e sem sonhos.
A loucura que a embalava era doce, profunda e melancólica. E era esse o tipo de loucura que a fazia sorrir. Era assim que ela era... Doce. Profunda. Melancólica.
Tantas vidas numa pessoa só!"