"Feita da lenda que me fende,
após todos os espelhos fitados,
eis-me cingida ao silêncio.
Descobri o que sou:
deslize brando sobre as cabeças dos neofitos quebrado!
Intervalo eterno de mistério!
Réstia de um vil guerreiro que covardemente não ousou desembaínhar-se.
Feita num momento único de paixão,
nascida num momento de incertezas.
Descobri o que sou no mundo;
mas no mundo de alguém,
não no meu.
Agora, sem respostas, descobri que todos os nuncas que dizem com tanta convicção;
que todos os sempres; não existem!
Tudo ilusões!
Tanta ausência de certezas!
Porquê?
Fixo, enfim, o último espelho...
E sou sempre eu que lá estou."
À espera do autocarro
Há 15 anos
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