Bem-vindo!
Nesta moradia nada perdura
a não serem memórias do que nunca foi.
O tédio consome-nos e amolece-nos o pensamento.
Não há nada a fazer!
Não há nada a sentir!
Se o mundo acabasse agora eu nunca seria tua,
tu nunca serias meu,
e nós não existiriamos.
Ès tu que finges e não eu!
Eu não fui escolhida, eu escolhi!
Eu sou a musa de quem se abusa!
Eu sou o que tu quiseres!
Pára de fingir que me consegues resistir!
Já não há nada a fazer!
Estás condenado a este cruel destino
que é entrar no meu mundo.
E dele nunca mais sairás o mesmo!
A cada linha,
a cada traço,
ficas mais preso.
Já não há saída possível!
Rende-te!
È só isso que te resta!
Já és meu!
À espera do autocarro
Há 15 anos

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